
Nome: Marianna (que meigo!)
Data de Fabricação: 04/06/1986
Data de Validade: renova-se a cada dois anos
Icq: 71466032
O que pensa da vida:é phoda.
O que faz da vida: Canta, dança, faz sapateado e conversa com uma cambada de macaquinhos.
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Sábado, Dezembro 25, 2004
(não q esse texto esteja interessando alguém, mas...ninguém mais lê meu blog mesmo, né? phoda-se... pra variar...tô muito fleiz pra me importar, afinal, é NATAL baby!!!!)
CONINUAÇÃO:
TEXTO DESPROVIDO DE TÍTULO INDETERMINADAMENTE
Degustando o meu ¿de sempre¿, passando o olho pelas manchetes do jornal do dia, eu me peguei escutando a conversa a conversa de um casal ao meu lado. Ele, um homem magro e pernóstico, com a aparência de um intelectual fingido, cara de limão chupado. Usava colete de lã, apesar da tarde de verão abafada e óculos de aro de tartaruga. Ela era o oposto. Morena, cabelos curtos, calça jeans, fivelinhas coloridas enfeitando a cabeça, falava pelos cotovelos tentando manter a voz o mais baixa possível.
¿Eu acho q ela não deveria ter feito uma bobagem daquelas. Ela tá estragando a carreira dela por causa desse imbecil. Quem ele pra dizer alguma coisa? Ah, se eu tivesse a coragem eu dizia poucas e boas praquele saco de batatas fedido...¿
¿É, mas você não tem, não é, querida?¿
Acho que essa interrupção deixou a moça perplexa, pois ela parou de falar e ficou olhando para ele, estarrecida, enquanto o cara de limão chupado comia tranqüilamente seus ovos quentes, ou sei lá o que amarelo que tinha em seu parto (o que realmente não vem ao caso). Ela continuou quieta, de boca aberta e olhos arregalados durante alguns momentos e em seguida, pegou o copo de água que estava na sua frente e esvaziou seu conteúdo na cara do infeliz.
Lembro-me de rir por dentro, feito criança, mas não deixei transparecer, por respeito à raiva da moça e por dó do pobre palhaço, que ficou com mais cara ainda de limão chupado.
¿Não tenho coragem, seu, seu.... arenque defumado!!! Engole essa então!¿
E saiu, pisando duro. O pobre arenque defumado tirou um lenço do bolso e com falsa dignidade secou seu rosto, engoliu o sei lá o que amarelo e, deixando o dinheiro na mesa, retirou-se.
Divertido, eu me afundei na cadeira, achando a cena que havia o acontcido ali brilhante.
O que me levou a pensar na conversa dos dois. Primeiramente: que casal inusitado! Acho que é verdade que os opostos se atraem... às vezes atraem água para si mesmos.
Onde será que teriam se conhecido? No meio da rua? Acho que amigos em comum não seria o caso...Talvez ele tivesse ajudado ela com algum projeto de ciências biológicas ou sei lá qual é a matérias que os jovens estudam hoje em dia. Coisa que não vêm ao caso.
Sobre o que ela falava? Ah, sim... sobre alguém que desperdiçou a carreira por algum imbecil. Isso me lembra uma prima minha que morava no interior. Ela tinha tudo para ser a melhor professora da cidade. Uma moça prendada que um belo dia fugiu com um bacana rico. Nunca mais ouvi falar dele. Deixou ela com cinco filhos pra criar. Acho que isso não vem ao caso.
Quem seria essa moça que segundo a outra estaria arruinando a sua própria carreira? Carreira de que? Atriz? Professora? Ou publicitária? Devia ser algo bom, para ser arruinado. E que tipo de imbecil ela teria arrumado? Um imbecil do tipo mulherengo ou um imbecil como aquele arenque defumado que acabara de sair? E o que o arenque defumado iria fazer agora? Era óbvio que seu orgulho estava ferido, e mostrou sua falsa dignidade de modo exemplar, mas seria errado dizer que o pobre palhaço não se preocuparia coma perda de tal namorada? Não faço a mínima idéia, porque não estou nada familiarizado com a juventude dos dias de hoje. Poderia até ser um imbecil como eu, aquele que a outra escolheu para arruinar sua carreira. Um imbecil que faz a mesma coisa toda quarta feira na esperança de um dia o bonito sorriso de uma bonita moça chamada Vitória, e não Josiscleide, ou mesmo Meire, seja para ele de verdade e não só para o freguês que pede ¿o de sempre¿. Mas isso definitivamente não vem ao caso.
Mari comeu uma bolinha verde às 6:53 PM
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supimps!!!
Segunda-feira, Dezembro 20, 2004
Achei esse texto que escrevi há alguns anos na minha gaveta de bagunças.... aqui vai o começo, depois eu coloco o resto...(suspense)
TEXTO DESPROVIDO DE TÍTULO INDETERMINADAMENTE
Entrei no meu restaurante favorito, sentei à minha mesa favorita, como fazia todo quarta feira à tardezinha. O restaurante, apesar de simples, é um dos mais simpáticos desta cidade.O nome, "Garrafa de Areia", foi escolhido pelo dono que possui uma coleção daquelas garrafinhas que a gente compra em bazar de paria, cheias de areia colorida, às vezes preenchida com palmeiras, às vezes com casinhas. Pois bem, o dono do tal restaurante fazia coleção. Tinha de todos os formatos, tipos, tamanhos, cores. Era interessante de se olhar. Mas isso não vem ao caso.
Como eu dizia, lá estava eu sentado à minha mesa favorita, que era a terceira da parede esquerda, ao lado da janela. Mas isso também não vem ao caso. Sentado lá, na quarta feira, de tardezinha, porque esse era o dia em que em dou ao luxo de comer fora, afinal, quarta é bem no meio da semana (se você não contar os fins de semana). É estranho, pois se olharmos para trás, lá está a terça-feira, que é o comecinho da semana, e se olharmos para frente, damos de cara com quinta-feira, que é o fim, pois está grudado na sexta feira. Ou seja, quarta é o melhor dia para se dar ao luxo de comer fora de casa, ou qualquer outra coisa para falar a verdade. Mas isso não vem ao caso.
A moça veio me atender, a mesma moça que me atende toda quarta feira. Seu nome é Vitória, o que sempre me espanta muito, afinal a gente sempre espera que uma garçonete tenha um nome estranho, do tipo Josiscleide, ou Meire. Nada contra as Josiscleides ou as Meires da vida, mas é muito raro encontrar uma Vitória servindo café quente num restaurante. O que, no momento, não vem ao caso.
Ela nem me espera abrir minha boca e já vai perguntando, com seu sorriso perfeito: "O de sempre, seu Ivan?"
"É..." , eu respondo, olhando desarmado. Acho que desde a primeira vez que vim ao "Garrafa de Areia" que quero convidar essa moça pra sair, tomar um café em outro lugar, ver como ela fica sem esse avental rosa-cinza-xadrez-com-babados... Mas o que, verdadeiramente falando, essa moça poderia querer com um cara velho e desinteressante como eu? É a vida, a gente acaba se acostumando com aquela ponta de desdém que a gente sofre por sentir pena de si mesmo. Mais uma vez, isso não vêm ao caso.
Vitória me traz o café, o suco de maçã, um croissant e uma sopa de batatas, o que eu graciosamente a ouço chamar de ¿o de sempre¿ toda santa quarta feira. Eu até dispensaria o croissant, mas traz um ar francês, e por conseqüência, chique à refeição. Acho que faço isso só para impressionar Vitória...ou quem quer que esteja ali para ser impressionado. Se bem que não tem quase ninguém no restaurante a essa hora da tarde. O que não vem ao caso.
Ou será que vem ao caso, neste caso? Pois nessa quarta-feira, especificamente, que tinha tudo para ser como qualquer quarta-feira, o "Garrafa de Areia" estava cheio. Ou melhor, quase cheio. Para falar a verdade, acho que havia umas sete pessoas no recinto. Acho que podemos considerar um caso de "lotação quase máxima", considerando o horário,. De qualquer forma, meu lugar estava ocupado por mim mesmo, e na minha opinião era isso que importava. Afinal, um cara velho e teimoso como eu, um cara acostumado, pode ter o direito de ter seu lugar usual numa quarta feira à tarde, não? Acho que sim. Mas também não vem ao caso.
CONTINUA....
Mari comeu uma bolinha verde às 2:17 AM
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supimps!!!