Yours truly: Mari Portela
Data de Fabricação: meados de 1986
O que pensa da vida:I'm still working on that
O que faz da vida:o que dá na telha

tem algo a dizer? e-mail-me

bloguinhos do dia-a-dia:
Sir Thiago
Vivikinha
Xucrutinho
Suas Cores
Treasure Island
O Cabuloso Destino
Prozac Cocktail

Créditos:
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Ephemeranow
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Quinta-feira, Maio 08, 2008

- Olha Vó! Morango três caixas por cinco reais! Hum... que bom, já chegou a época, né?

- Pois é, mas tava tão caro no supermercado hoje! Cinco e oitenta a caixinha!

- Nossa, caro mesmo, melhor comprar no caminhão.

- É...

- Vó, será que eu gosto tanto de morango porque eu nasci nessa época? Às vezes eu acho que gosto de morango e de frio por causa do meu aniversário e tal... Será que todo mundo é assim?

- Acho que não, eu não sei se eu gosto da época perto do meu aniversário...

- Não gosta do Natal?

- Ah, não, meu aniversário é mais perto do Ano Novo... e Ano Novo é tão chato...

- É chato porque você não se diverte.

- Ah, mas já me diverti muito, qaundo eu era moça, eu ia nos bailes...

- Hum, sei... pois é, mas hoje em dia vocês vão dormir logo depois dos fogos.

- Eu acho muito chata essa história de ficar um monte de gente junta, esperando abobalhada dar meia-noite quando o Ano já virou lá na Austrália.

- Ai, vó... Vcê é o máximo.

- É, sei bem. O máximo do mínimo. Como é mesmo? Mínimo múltiplo comum?

Mari comeu uma bolinha verde às 6:49 PM

supimps!!!

Domingo, Abril 06, 2008

A menina que não faz idéia do quanto é bonita.

O mendigo de capa de chuva amarela, chepéu de palha, atravesando a rua na frente do ônibus que vai para o centro da cidade.

O vento na saia quando o trem do metrô se aproxima.

A risada do grupo de mulheres na Avenida Paulista que voltam juntas do trabalho.

A trilha sonora particular do rapaz usando fones de ouvido.

A senhora gorda que se apoia na janela do ônibus segurando três sacolas.

O cheiro de frango assado da padaria.

O céu azul no Parque Ibirapuera.

Os filmes de arte.

O rock'n'roll.

A calçada irregular e os pedaços de mato sem nome que nascem em cada rachadura.

A Pinacoteca.

O colorido dos grafiteiros.

A pressa.

O casal gay de mãos dadas no HSBC Belas-Artes.

O senhor de idade que saí pra balada todo fim de semana.

A fumaça dos cigarros.

As buzinas.

O bêbado xingando o companheiro na porta do boteco.

O chão do bar grudento de cerveja.

Os sonhos da criança de rua que pede no farol.

O motoboy que quebra o retrovisor do carro com um pontapé.

As obras.

As fotos.

O homem que joga o papel de bala pela janela do carro.

O MAM.

A chuva fininha que arrepia os pelinhos da nuca.

O beijo do casal antes dela entrar em casa.

O barulho do salto alto no asfalto no beco.

A favela.

A Oscar Freire.

Os sacos de lixo brilhantes.

O ator que declama poesias no SESC.

Os cafés.

A maleta do executivo.

Os cabelo azuis e as luvas listradas de preto e branco das adolescentes no shopping.

A solidão de cada um na cidade cinza.

O cinza.

São Paulo.

Eu.

Mari comeu uma bolinha verde às 5:58 PM

supimps!!!

Quinta-feira, Janeiro 24, 2008

O amor é um bicho louco correndo solto nas veias, na alma, nas noites insones.

Não falo do amor maternal, fraternal, animal.
Desse tipo de amor, não preciso falar.


Falo do amor visceral, carnívoro, ciumento e cruel.

Do amor tranqüilo, manso, que nada em águas profundas do corpo.
É o amor por outra criatura.
Ser masculino, feminino.

Do desejo sem controle, confuso de paixão, de dor, de afeto, de alegria, de solidão, de companhia.

Do sopro quente, o suor, a ponta da língua, o estalo no cérebro, uma luz no peito, o morder de lábios, o gritar, o calafrio subindo e descendo a espinha, o rir com gosto.

Da humilhação, o desprezo, a comiseração, a compaixão.

Do amor que corrompe todos os sentidos e se alimenta sem dó, sem mastigar, arrancando pedaços.

E o que come, esse amor?

Amizade.

**************************************************

Love is a mad animal running loose through the veins, the soul, the sleepless nights.

I do not mean maternal, fraternal, animal love.
Of this kind of love, I need not to speak.

I speak of the visceral, carnivorous, jealous and cruel love.

Of the calm, quiet, swimming in the body's deeps waters love.
Of the love for another creature.
Masculine, feminine being.

Of the uncontrollable desire, confused with passion, of the pain, of the affection, of the joy, of the solitude, of the company.

Of the warm breath, of the sweat, of the tip of the tongue, of the click in the brain, of a light in the chest, of the biting of lips, of the shouting, of the chills coming up and down the spine, of the roaring laughs.

Of the humiliation, of the contempt, of the commiseration, of the compassion.

Of the corrupts all senses love, which feeds itself with no pity, without chewing, tearing peaces.

What does it feed from, this love?

Friendship.

Mari comeu uma bolinha verde às 4:35 AM

supimps!!!

Sexta-feira, Janeiro 11, 2008

Era uma tarde cor de violeta.

Uma menina branco-areia-e-sal, um mar cor de oliva. Na beirinha da água, indo e vindo, ela sentiu que uma coisa brilhante crescia dentro dela.
E a tarde violeta pousava na noite negra, e ao longe as luzes dos barcos errantes iam e vinham, piscando vermelhas, azuis e amarelas.

Num deles, o pescador-menino cor de pôr-do-sol, olhava a orla onde a tarde ainda era azul-claro e amarelo creme. E lá no fundo, talvez, só talvez, a mesma coisa brilhante nascia em seu peito.

O cheiro de sal-peixe-alga-sol era o mesmo na margem e no alto-mar.
E a tarde cedeu ao negro de veludo da noite. A primeira estrela apareceu e dois pares de olhos estavam grudados nela.

Na beira do mar, os pés imersos nas ondas quentes, a roupa colada no corpo molhado, o vento dourado soprando as madeixas cor de ébano.
No barco, escamas prateadas no chão, sal no corpo, dedos cansados.

O olhar na estrela.

O veludo chamado noite cobriu o mar, tornando-o também negro. Não se pode dizer se naquela noite o céu refletia as luzes de barcos do mar ou se o mar refletia a luz das estrelas. Era apenas o gosto de escuridão salpicado de pequenas luzes.

E no peito da menina branco-sal-e-areia e do menino pôr-do-sol explodiu a coisa brilhante. E ela era púrpura.

Mari comeu uma bolinha verde às 1:55 AM

supimps!!!

Segunda-feira, Janeiro 07, 2008

Quero amor, mas é impossível
Alguém como eu, tão irresponsável
Alguém como eu está morta em lugares
Que outros sentem liberados

Não posso amar, tantos buracos
Não sinto nada, somente frio
Não sinto nada, somente velhas cicatrizes
Endurecendo em volta do meu coração

Mas quero amor, só que diferente
Quero amor, que não me quebre ao meio
Não me prenda, não me enterre
Quero um amor que não signifique nada
É esse o amor que quero, quero amor.

Quero um amor onde eu dite as regras
Depois de tudo que aprendi
Eu carrego comigo muita bagagem
Vi tráfego demais nessa vida

Então, vem com tudo, eu já fui machucada
Não me dê um amor limpo e suave
Estou pronta pra algo mais forte
Nada de doce romance, já não aguento mais.

Mas quero amor, só que diferente
Quero amor, que não me quebre ao meio
Não me prenda, não me enterre
Quero um amor que não signifique nada
É esse o amor que quero, quero amor.

Mari comeu uma bolinha verde às 4:29 AM

supimps!!!

Sexta-feira, Janeiro 04, 2008

- Filho, mamãe precisa conversar uma coisa com você... senta aqui. Olha, eu tenho uma coisa pra te contar, e eu quero que você preste bastante atenção. O papai e a mamãe vão se separar.

Ela olha pros olhos grandes do menino, os cabelos escuros, reconhece seu queixo, seu próprio nariz no rostinho pequeno de cinco anos.

- Mas sabe, filho, a gente ainda é muito amigo, e a gente ama você igualzinho, do mesmo jeito, nada vai mudar, tá?

- Tá.

O menino olha pro outro lado da sala.

O coração de mãe aperta e com uma mão no peito e outra no braço da criança pergunta:

- Tá tudo bem, filho? Fala pra mim o que você tá sentindo. Tá triste, tá zangado? Conta pra mamãe.

- Ah, mãe, tô triste.

Os olhos delam enchem de lágrimas.

- Mas porque, filho? - o bate-bate acelerado no peito.

- Ah, porque faz mó tempão que a gente não vai pra praia.

- Ué... mas... e o papai e a mamãe se separando?

- Ah, isso? Ah, tudo bem, eu tô feliz.

Mari comeu uma bolinha verde às 12:25 AM

supimps!!!

Quarta-feira, Dezembro 12, 2007

Nasceu uma bolinha cinza de pelos. Enroladinha, perto da mãe, mamou e a bolinha cresceu. Desde cedo, era uma gata nômade. Enquanto que seus irmãos e irmãs gostavam de dormir do lado direito da mãe, ela já gostava mais do esquerdo. Quando foi morar com uma moça bonita chamada Din, ganhou o nome de Amanda e se viu sozinha num quintal enorme para explorar. Subia na pata-de-vaca, na amoreira, se escondia atrás dos arbustos, dava o bote em sabiás e bem-te-vis. Caçava ratinhos, insetos. Com ela, moravam duas crianças: Marianna e Gabriel, e descansava no colo deles, na rede, enquanto sentia o cheiro das mexericas que a menina comia.
Conheceu um gato garboso e se encantou com ele. Alguns meses depois, teve 8 filhos lindos, seu orgulho. E por mais que Din a colocasse coma cria numa almofada fora da casa, ela pulava a janela do quarto e alojava cada filhote na cama da dona.
Com o tempo, cada filhote seguiu seu curso, pois, a exemplo da mãe, um lugar só não era bom para eles.
Como toda boa gata nômade, não reclamou quando se mudou da grande casa em São Paulo pra morar nos campos de São Pedro da Serra. Pulava janelas, lambia manteigueiras, roubava ovos dos ninhos, corria e dormia embaixo de árvores cheias de flores e frutas. Ao sentar-se no colo das gentes humanas, amaciava bem com as unhas e depois se deitava. Mas nunca por muito tempo.
Mudou-se sua dona então para Nova Friburgo. E Amanda corria, pulava, dormia em sofás e almofadas fofas, cheirava as flores e se aconchegava em casa buraquinho. Arrumou uma amiga grande e preta, uma labradora chamada Laila. Como todo gato, Amanda desprezava um pouco a raça canina, tão boba e dependente, mas era doce com a pobrezinha.
Quando Din resolveu ir finalmente para Florianópolis, achou melhor que Amanda voltasse para São Paulo, talvez a praia fosse demais para uma gata tão desbravadora. Amanda não gostou muito da idéia, tinha curiosidade de ver o mar. Mas para São Paulo foi, para morar com Marianna. E lembrou-se da infância que passaram juntas e as alegrias de quintal que dividiram quando ambas era crianças. E muitas aventuras viveram as duas.
Muito carinho, muitos chinelos onde enfiar o focinho, muitos passarinhos de presente, muitos insetos, manteiga, patê, fitas balançando, colos amaciados, músicas, e sempre um novo lugar onde se esconder.
E o tempo passou. Amanda foi ficando mais velhinha, as patas já não queriam correr muito, nem pular. Mas os lugares inexplorados ainda eram muitos. Um belo dia então, Amanda achou que talvez fosse a hora de conhecer um lugar longe, bem longe. Quando Marianna explicou que suas patas estavam fracas porque ela estava doentinha, Amanda despediu-se de todos e, com tranqüilidade, fechou os olhos.
Gatas nômades sempre acham algum outro lugarzinho para explorar, e tenho certeza que nesse exato momento ela está com o focinho enfiado em algum chinelo novo.

Who knows how long I've loved you
You know I love you still
Will I wait a lonely life time
If you want me to I will

For if I ever saw you
I didn't catch your name
But it never really mattered
I will always feel the same

Love you forever and forever
Love you with all my heart
Love you whenever we're together
Love you when we're apart

And when at last I find you
Your song will fill the air
Sing it loud so I can hear you
Make it easy to be near you
For the things you do endear you to me
And you know I will
I will

Mari comeu uma bolinha verde às 1:53 AM

supimps!!!

Domingo, Dezembro 02, 2007

Ela sai, tranca a porta. Fecha o sobretudo preto. No hall do prédio velho e triste com cheiro de naftalina, ela espera o elevador enquanto olha os sapatos vermelhos. Naquele frio, o cobertor chamava de volta para o apartamento.

Rua. Sujeira, cheiro de frango assando, mofo do sebo da esquina. O sapato toc-toc no asfalto. Buzina. Morar num bairro pobre é triste e sujo e bonito. Olha aquele mendigo dormindo... Comeu marmita da Igreja. Ponto de ônibus, ela se aconchega do vento dentro do sobretudo. Um casal briga baixinho: ela negra, ele branco. Uma senhora com sacolas respira fundo. Passam ônibus, um, dois, cinco, nenhum é o dela.

Senta na janela. Abre um livro, mas o sono bate. Melhor observar. O rapaz ao seu lado batuca um samba que só ele escuta em fones minúsculos. Um homem finge dormir no banco preferencial assim que uma grávida entra no ônibus. O cobrador deixa uma senhora que fala sozinha descer sem pagar a passagem. Cada um se isola a seu modo.

Cidade grande e perdida, as pessoas na rua passam, casacos, gorros, luvas, as janelas dos carros embaçam com a fina chuva que cai mansamente. Suja e brilhante, cheiros podres e doces, shampoo e lixo.

Rua, chuva. Ela não se apressa, deixa a água encharcar seus cabelos. Os sapatos toc-splash-toc no asfalto molhado. Cada passo uma sentença. Ela chega à porta descascada e toca a campainha. Ele abre. Ela entra.


%loneliness%

Mari comeu uma bolinha verde às 2:24 PM

supimps!!!

Sábado, Outubro 27, 2007

Lendo o poema do meu querido Drummond:

"Quadrilha

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história."


Eu cheguei à profunda conclusão de que eu sou a Lili. Porque, se você analisar bem, ela é uma cínica. Porque o poema não explica porque ela não amava ninguém. E se um dia ela amou, hein? E se ela amou um Tiago, um Rafael, sei lá? E aí ela cansou?

E repare: ninguém no poema tem sobrenome. Porque são uns pobres coitados. E porque são uns pobres coitados? Porque são definidos pela droga do amor que sentem pela outra pessoa. E frustrados. E a Lili é provavelmente a mais frustrada, porque nem nome completo ela tem, só um apelidinho.

E o que a pobre coitada da Lili fez? Casou com um Pinto e um Sobrenome. Adorei. Parabéns. Pelo menos ela não ficou frustrada nos EUA, num convento, ou num caixão.

E vivam as Lilis! Porque ser Teresa ninguém merece e Maria muito menos.

Mari comeu uma bolinha verde às 4:15 AM

supimps!!!

Quinta-feira, Outubro 18, 2007

Conversinha

Ela: Preciso desesperadamente fazer xixi.

Eu: Então vai, ué.

Ela: Não posso. Tô naqueles dias. Prefiro esperar chegar em casa.

Eu: Ah, nossa, é tanto assim?

Ela: Pois é. Às vezes, eu queria ter uma rolha.

Eu: Nossa! Não é mais fácil usar um O.B.?

Ela: Não, claro que não. Rolha é muito melhor!

Eu: Como assim???

Ela: Lógico. Pensa. Rolha absorve muito.

Eu: Mas os O.B.s também, ué! É só comprar aqueles gigantosos!

Ela: O.B. É CARO!

Eu: Hahahahaha! E rolha é barato?

Ela: Claro!

Eu: E onde compra?

Ela: Na feira... vende um monte por 10 centavos!

Eu: Bom saber.

%ploc!%

Mari comeu uma bolinha verde às 11:17 PM

supimps!!!

Quarta-feira, Outubro 17, 2007

Alto da Mooca Água Rasa Alto de Pinheiros Jardim dos Jacarandás Vila Beatriz Vila Madalena Anhangüera Morro Doce Aricanduva Vila Antonieta Artur Alvim Barra Funda Água Branca Bela Vista Bixiga Belém Belenzinho Quarta Parada Bom Retiro Luz Ponte Pequena Brás Brasilândia Jardim Elisa Maria Jardim Guarani Jardim do Tiro Brooklin Vila Cordeiro Butantã Cachoeirinha Jardim Antártica Jardim Peri Vila Bela Vista Vila Nova Cachoeirinha Cambuci Campo Belo Jardim Aeroporto Campo Grande Vila Cabral Campo Limpo Capelinha Jardim Ingá Jardim Mitsutani Jardim Paris Cangaíba Cidade Auxiliadora Jardim Capão Redondo Jardim Germânia Vila Prel Carrão Vila Carrão Casa Verde Parque Peruche Cidade Ademar Americanópolis Vila Joaniza Cidade Líder Jardim Santa Terezinha Vila Santa Rita Cidade Tiradentes Vila Iolanda Consolação Cerqueira César Higienópolis Pacaembu Cursino Jardim da Saúde Vila Moraes Ermelino Matarazzo Vila Císper Vila Ponte Rasa Chácara do Rosário Freguesia do Ó Itaberaba Jardim Damasceno Vila Bela Vila Moinho Velho Vila São Francisco Vila São Guaianases Jardim Soares Jardim São Carlos Jardim São Paulo Vila São José Iguatemi Ipiranga Alto do Ipiranga Vila Carioca Vila Dom Pedro I Vila Heliópolis Itaim Bibi Ibirapuera Vila Olímpia Itaim Paulista Itaquera Vila Carmosina Jabaquara Vila Guarani Vila do Encontro Jaçanã Jaguara Vila Jaguar Jaguaré Jaraguá Jaraguá Jardim Ângela M'Boi Mirim Jardim Helena Jardim Paulista Cerqueira César Jardim América Jardim Paulista Jardim São Luís José Bonifácio Lajeado Lapa Alto da Lapa Vila Romana Liberdade Aclimação Limão Vila Santa Maria Mandaqui Chácara do Encosto Horto Florestal Lauzane Paulista Marsilac Moema Indianópolis Vila Nova Conceição Mooca Morumbi Real Parque Parelheiros Parque do Carmo Jardim Nossa Senhora do Carmo Pedreira Jardim Santa Lúcia do Guacuru Penha Perdizes Vila Pompéia Perus Cemitério de Perus Jardins Pinheiros Jardim Europa Jardim Paulistano Jardim das Bandeiras Pinheiros Sumarezinho Sumaré Pirituba Jardim Líbano Jardim Santa Mônica Vila Pereira Barreto Vila Zatt Ponte Rasa Raposo Tavares República Santa Ifigênia Rio Pequeno Jardim Ester Yolanda Sacomã Vila Moinho Velho Vila das Mercês Santa Cecília Campos Elísios Santana Jardim São Paulo Vila Santa Luzia Santo Amaro Alto da Boa Vista Chácara Flora Granja Julieta Jardim Campo de Fora São Domingos Jardim Vista Linda São Lucas Vila Ema Vila Rosa São Mateus Jardim Tietê São Miguel Paulista Cidade Nova São Miguel São Rafael Sapopemba Jardim Soares Saúde Chácara Inglesa Mirandópolis Sé Tatuapé Vila Azevedo Vila Gomes Cardim Tremembé Vila Albertina Vila Zilda Tucuruvi Vila Mazzei Vila Andrade Vila Curuçá Vila Formosa Jardim Anália Franco Vila Guilherme Carandiru Vila Isolina Mazzei Vila Jacuí Vila Leopoldina Vila Maria Jardim Japão Vila Maria Baixa Vila Mariana Paraíso Vila Clementino Vila Matilde Cidade Patriarca Jardim Maringá Vila Dalila Vila Matilde Vila Salete Vila Talarico Vila Medeiros Vila Prudente Jardim Avelino Vila Prudente Vila Zelina Vila Sônia Jardim Caboré.

E você? Mora onde?

%Sampa%

Mari comeu uma bolinha verde às 12:00 PM

supimps!!!

Quinta-feira, Outubro 11, 2007

Hoje, na praia, o mais azul dos céus, o mais verde dos mares. Dava pra ver meu pé lá no fundo, beliscando a areia.

Tudo lindo, tudo azul. Adão e Eva no Paraíso.

De repente, eu pensei que tinha visto um band-aid. Mas não, era uma água-viva.

***

Today, at the beach, the bluest of skies, the greenest of seas. I could see my foot on the bottom, pinching the sand.

Everything was fine, everything was blue. Adam and Eve in Paradise.

Suddenly, I thought I saw a band-aid. But no, it was a jellyfish.

Mari comeu uma bolinha verde às 8:06 PM

supimps!!!

Terça-feira, Setembro 25, 2007

pirilampiando diz:
olha meu orkut

pirilampiando diz:
Today's fortune: You and your wife will be happy in your life together

pirilampiando diz:
HAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHHA
emmo diz:
hahahahahahaahahahahahahaha

emmo diz:
sua esposa, é?

pirilampiando diz:
pois é

pirilampiando diz:
eu não sabia q eu era lésbica

pirilampiando diz:
e ainda por cima casada!

pirilampiando diz:
ahahahahahhahahhahahhaha

emmo diz:
hahahahaha pois é! me apresenta a Sra. Mari, quero conhecer

pirilampiando diz:
deve ser um pedaço de mau caminho, né?

emmo diz:
haha deve!

pirilampiando diz:
hahahahahhahaa

pirilampiando diz:
eu tenho medo dessas coisas

pirilampiando diz:
hahahahhahahahahahaha

pirilampiando diz:
às vezes é uma previsão do ainda vai acontecer hj

pirilampiando diz:
de repente hj eu vou dormir casada com uma mulher mesmo.... vai saber... ainda são duas e quinze da tarde

emmo diz:
é verdade, tem tempo pra tudo

%tudo pode acontecer%

Mari comeu uma bolinha verde às 2:25 PM

supimps!!!

Sexta-feira, Setembro 21, 2007

Conversinhas...

- Nossa, aquele outdoor é novo! Como pode, uma coisa desse tamanho bem na frente da escola? Como eles permitiram? Eu vou ligar pro prefeito...

- Vó, aquilo é um caminhão de refrigerante...

- Ah, é mesmo.

***

- Benzinho, olha que lindo esse ramo de flores que eu peguei na rua! Quantos botõezinhos, que coisa mais mimosa!

- Hum... será que pode comer?

- Troglodita!

Mari comeu uma bolinha verde às 10:00 AM

supimps!!!

Terça-feira, Setembro 18, 2007

Chuva. Trânsito.

Vó: Nossa, é só começar a chuviscar que os vendedores de guarda-chuva já saem pra rua.

Neta: É mesmo.

Vó: Aquele ali tá vendendo mapas. Será que tem mapa mundi?

Neta: Não sei. Pera. Deixa eu perguntar. (abre a janela). Oi! Moço! Quanto é o mapa mundi?

Vendedor: É dez, fia.

Vó: Pergunta se é atualizado.

Neta: É atualizado?

Vendedor: É sim, fia. Olha aqui, dois mil e sete. É de prástico e tudo.

Vó: O que que ele disse?

Neta: Que é de plástico, e atualizado.

Vó: Hum...

Vendedor: Vai levar, moça?

Vó: Acho que não...

Neta: Abriu.

Vó: O que, é da Abril?

Neta: Não, vó, abriu o sinal.

Vendedor: Não vai levar mesmo, fia?

Neta: Não, moço, abriu!

Vó: Mas se é da Abril, eu levo sim!

Neta: Ai meu deus...

%melhor idade%

Mari comeu uma bolinha verde às 12:03 PM

supimps!!!

Terça-feira, Setembro 11, 2007

I still

Still life on the walls staring back at my still life,
I still don't understand
I still don't know who I am
I still don't know what makes me whole
I'm still working on that.

And I sit very still.

I still believe
I'm still standing.

And sudenlly, I stir.

%begginings%

Mari comeu uma bolinha verde às 7:38 PM

supimps!!!

Domingo, Agosto 19, 2007

Era uma vez um(s) dente(s) do siso

Sentei na cadeira. Me senti a "Brave Person of the Year". Pronta para ser operada pela dentista mais simpática ever.

Ela - Vou abaixar a cadeira, tá?

Eu = Tá.

- Olha, vou te dar anestesia.

(anestesia, legal, não vou sentir nada, ainda bem.)

=Tá.

- Vai levar uma picadinha, tá?

(ai deus, não pensa na agulha, não pensa, não pensa...)

=Tá.
(ah, até q não doeu mui... AI MOTHERFUC***!)

-Doeu? - sorriso de orelha a orelha.

=Não, não...
(calma, se controla, provavelmente o pior já passou...)

-Olha, agora eu vou passar uma broca, que vai raspar o osso pra eu poder achar o dente.

(quê? tá louca?)

-É que nem uma dessas brocas de limpeza, sabe? Você vai sentir só uma pressãozinha, se sentir uma fisgada, você levanta a mão esquerda e me avisa que eu te dou mais anestesia, ok?

=Ok. Sem problemas.
(ok, mais anestesia, qual é a minha mão esquerda mesmo? Ah, é essa enfiando as unhas na mão direita... certo, lembrei. calma. Brave Person of the Year. raspar o osso. ok, isso não deve ser nada demais, todo mundo tira o ciso e ninguém morreu até agora...acho... devia ter feito uma pesquisa sobre isso antes de...)

Barulho da broca.
Ela diz pra assistente-que-até-ontem-era-a-recepcionista: - Lucinda, segura o sugador aqui, e afasta a língua dela.

(como assim? e se ela soltar minha língua? será que a broca leva a minha língua embora? mas eu gosto tanto da minha língua. Lucinda, for the love of the almighty, segura a minha língua aí! ai carácoles! colocou a broca. que aflição!!! será que tá raspando o osso? o que é isso? Vou levantar a mão esquerda...)

-Doeu? Eu vou colocar mais anestesia.

(ai, ufa...)

-Parou de doer?

(não sei, não posso falar, tem 40 instrumentos diferentes na minha boca nesse momento, minha senhora...)

=Anham...panhou de donher sim..
(eu acho...)

-Ah, que bom...então vou continuar.

Broca. Puxão rasgante de bochecha. Barulhos estranhos. Pedaços de alguma coisa na boca.

(tomara que já seja o dente. será que é rápido? ela não me falou quanto tempo leva esse treco... too late to ask now...)


200 horas depois...

-Cheguei no dente!

(como assim? achei que você já tinha extraído pelo menos uns 25!!!)

-Nossa, ele é enorme mesmo!

(não diga! Jura? que amor!)

-Vou ter que quebrar a coroa...

(o que? como assim quebrar? tá louca? arranca logo essa porcaria! esses instrumentos de tortura chinesa servem pra que?)

-Olha, você vai ouvir um créc, mas não se preocupe, é só o dente quebrando, ok?

(ah, tá, lógico... um dente quebrando, que agradável..tá bom Flor, vai em frente)

=Tá.

CRÉCAPLOFTTRUNK!

(AI MEU PAI DO CÉU MOTHERF******A**HOL*F***CARA***)!!!!!!!!!!!

-Tudo bem aí?

=Anham... tudio.

(avemaria...)

Outras 200 horas depois..

-Nossa, foi complicadinho mesmo...

(thank god is over...)

-Ainda bem que acabou né? - Ela ri. - O de baixo né? Agora vamos tirar o de cima!

(you giggling b****, go to hell you sadistic f***!!!)
=Ahm, nhé mesmo né...tisnha esquechido... nhai... nhé, vamosss lá.

Broca. Puxão sádico de bochecha. Mais "crécs". 300 horas depois...

-Ai, esse dente não quer sair...

(dente, pelo amor do céu da minha boca, saia deste corpo que claramente não te pertence!!!! son of a gun! pleaseeeee!)

Mais 70 minutos e meio...

-Eba, saiu!

(THANK YOU, JESUS CHRIST LORD OF THE RINGS!!!! ALELUIA!)

-Nossa, você me deixou cansada, menina! Foi muito chatinho?

(rá,rá,rá, engraçadinha...)

-Agora só daqui a duas semanas, pra gente tirar os outros, ok? Nem foi tão ruim, assim, né? -Ela ri novamente. -Sabe, você tá parecendo o Quico, do Chaves..sabe?

(disfarça, disfarça... não pula no pescoço dela... calma... )
=Ok, shem problemasss...Shei sim... que... bacana...
(Oh hell...)


%to be continued...%

Mari comeu uma bolinha verde às 1:58 AM

supimps!!!

Terça-feira, Julho 24, 2007

Hoje comecei o bendito curso de formação de condutores.

Eles começaram muito bem... com um filme de terror: "A Tragédia no Trânsito".

"Este filme não é sensacionalista...só serve para educar."

O filme tinhas uns duzentos anos de idade (feito na mesma época em que o Brasil foi Tetra, aliás, comparação chula entre o número de acidentes de carro em que somos campeões mundiais, e blábláblá).

Música à la "De olhos bem fechados" que depois virou a trilha sonora do "Rei Leão", e que no fim parecia a final da São Silvestre.

Um monte de carro acabado e gente com cabeça estourada e guardinhas com calças justas que me lembraram do "Clube das Mulheres".

Ai caraca.

O jeito agora é eu ir fazer um daqueles cursos especiais pra quem tem "Medo de Dirigir". Não vou saber lidar com um cara de calças tão justinhas...


%naquela velha estrada de Santos...%

Mari comeu uma bolinha verde às 11:44 PM

supimps!!!

Sábado, Maio 05, 2007

- Oi, tudo bom?

- Não.

- Nossa, por essa eu não esperava.

- ¬¬


%people annoy me%

Mari comeu uma bolinha verde às 12:30 AM

supimps!!!

Sexta-feira, Abril 20, 2007

Conversinha I:

Aluna 1: Oi professor! A aula vai ser aonde?

Professor: Como assim?

Aluna 2: Aonde vai ser a aula?

Professor: ¬¬ ... na sala de aula ué.

Aluna 1: Ah, pq tinham dito q seria no laboratório!

Professor: Quem foi a criatura que disse isso?

Aluna 1: A Carmen.

Professor: Meu deus... como essa pessoa gosta de falar as coisas... será que ela quer uma melancia?

Aluna 1: Talvez...

Professor: Vamos dar uma pra ela?

Aluna 1: Podemos!

Professor: Vamos?

Aluna 1: Vamos!

(enquanto a aluna 2 racha o bico...)


Conversinha II:

- Preciso achar um engraxate.

- Hum, é?

- É, pra engraxar meu sapato.

- Jura? Pensei que era pra construir uma piscina na sua casa.

- O.O


%eu tenho problemas sérios com pessoas que falam poblema%

Mari comeu uma bolinha verde às 5:18 PM

supimps!!!

Segunda-feira, Abril 02, 2007

no ônibus, faz muio calor...


- Mizinfio, cabocunshomi láincimai pidiupraminina decêládos artos.

-É o que?

- Équifoi lánus cabocunshomi láincimai pidiupraminina decêládos artos!

- É foi, é?

- E num é qui foi? Eitcha!



%nordeste%

Mari comeu uma bolinha verde às 5:50 PM

supimps!!!

Sexta-feira, Março 30, 2007

no carro, faz muito calor...

- Qual o nome desse lugar? Fiofó?

- Hahahah, não, é Escola Fifó.

- Que nome horrível para uma escola, fiofó.

- Não pai, é Fifó.

- Ah.

- Mas bem que podia ser um centro de colonoscopia.

- Podia. Centro de Colonoscopia Fiofó Feliz.

%conversas com o Babo%

Mari comeu uma bolinha verde às 4:26 PM

supimps!!!

Terça-feira, Março 20, 2007

10 da manhã, faz muito calor...

- Kat... (olhar de desespero)

- Que foi amiga?

- Essa cadeira...ela tá...ela é...estranha.

- Ela tá doente.

%aula de astrologia%

Mari comeu uma bolinha verde às 6:19 PM

supimps!!!

Quinta-feira, Março 15, 2007

11 da manhã, faz muito calor...

-Catarina...?

-Fala Mari.

-Sabe essa menina que está falando lá na frente?

-Sei, a Judite.

-Ela tem cara de ervilha.

-Como assim?

-Cara de ervilha, ué.

-Mas...ervilhas não são verdes e redondas? Essa menina não é verde e redonda.

-Eu sei que não. Não é que ela PAREÇA com uma ervilha, ela tem cara de ervilha. Não pensa na ervilha em si. Pensa na cara da ervilha.

-Ahm. Não sei como é cara de ervilha.

-É assim ó, que nem a Judite.

-Judite parece nome de joaninha.

-Judite tem cara de ervilha.


%loucura de fim de aula%

Mari comeu uma bolinha verde às 6:05 PM

supimps!!!

Terça-feira, Dezembro 19, 2006

Tu...tu...tu...

Ele - Alô?

Ela - Oi nenêm, tudo bem?

Ele- Tudo.

Ela- O que foi?

Ele- Nada.

Ela - Porque você é tão chato no telefone?

Ele - A gente vai sair?

Ela - Não muda de assunto. Você tá chato. E eu já falei que a gente vai sair.

Ele - Que horas?

Ela - Eu já disse que não sei. Estou esperando me ligarem pra saber o horário.

Ele - Onde a gente vai?

Ela - JÁ FALEI QUE NÃO SEI!!! Pq vc nunca escuta as coisas que eu te falo?

Ele - Você não disse isso. Você disse que não sabia o horário.

Ela - Disse sim, eu disse antes, hoje de manhã. Mas pra variar você não escutou. Você nunca presta atenção no que eu falo.

Ele - Presto sim.

Ela - Não presta. Outro dia mesmo, no casamento da minha amiga. Vc me perguntou trinta mil vezes o horário e a data.

Ele - Ham...

Ela - É.

Ele- Tá.


(longa pausa)


Ela - É só isso que vc vai dizer?

Ele - O que?

Ela - AAAAAAAAAHHHHHHHHHHH!!!!

Ele - Tá, desculpa.

Ela - Tá.

Ele - Depois eu te ligo.

Ela - Tá.

Ele - Eu te amo nenêm...

Ela - Tá. Eu tb. Às vezs.

Ele - Tá bom. Beijo. Me liga.

Ela - Beijo.

Ele - Tchau.

Ela - Tchau.

Click.

Mari comeu uma bolinha verde às 9:08 PM

supimps!!!

Terça-feira, Novembro 28, 2006

devagar.
quase parando.
e com muita coisa pra fazer.

odeio quando isso acontece.

queria brincar no balanço, fazer trancinha e pular corda.
mas queria ter apartamento, carro e conta de luz.

i cant' get no satisfaction. e olha que eu odeio os rolling stones.

essa semana que passou eu aprendi como se conjuga o verbo poder em francês no condicional e também o que é paralelismo gramatical.

e por mais calafrios eu sinta ao pensar que no meu cérebro ainda cabe muuuuuuuuuita informação, eu só queria brincar no balanço, fazer trancinha e pular corda.

ah! e tomar banho de esguicho!


%vai chover amor, na madrugada vai chover%

Mari comeu uma bolinha verde às 4:08 PM

supimps!!!

Domingo, Novembro 05, 2006

Queria ser Holden Caufield e perambular por New York.
Queria ser Rob Gordon e ter uma loja de discos.


Comprei uma poltrona ontem. Rosa. Bacana.
Comprei um vestido também. Azul. Bonito.

Quero fazer um desenho. Uma praia. Duas tartarugas de pedra nadando no mar.


%não faz mal se você não entendeu%

Mari comeu uma bolinha verde às 3:02 PM

supimps!!!

Terça-feira, Setembro 26, 2006

Frio de rachar.

Ela pensa, enquanto se encolhe na cama assistindo um seriado, se alguém sem casaco está morrendo nesse momento debaixo duma ponte nessa cidade enorme e fria.

Ui, coisa mórbida. Melhor tomar um banho. Daqueles escaldantes, pelantes, avermelhantes.
Tira a roupa. Liga a água quente, pelando, escaldando. Entra no box só de calcinha laranja com POW! escrito no bumbum dentro de uma exclamação amarela. A água quente queima os pés gelados. A sensação é como quando se acorda no meio da noite com frio e puxa um cobertor pra cima da cama. Reconfortante, mas demora um pouco pra ficar bom.

Enfia a cabeça embaixo da água e deixa escorrer até olhar para a barriga vermelha. Água avermelhante.

Pensa, enquanto esfrega o shampoo no cocoruto que talvez todos os shampoos sejam os mesmos, mas que a gente pensa que faz efeito e por isso faz mesmo. Mas quem disse que ela tem coragem de comprar qualquer shampoo? Ou menos ainda, qualquer condicionador?

Passa o sabonete no corpo e pensa em como vai fazer para arrumar um emprego mais rápido. Pensa em como sua amiga do antigo emprego está se virando. Pensa que tem que comprar ração da gata. Tirar o extrato. Pagar a faculdade. Emprego. Namorado longe, num avião. E se cair? Não, não vai cair, bobagem. Amiga no exterior, é melhor escrever uma carta pra ela rápido. Emprego.

Enquanto pensa, desenha com os dedos no vidro embaçado do box. Primeiro um coração. Nunca nenhum coração que desenha sai direito. Depois uma caricatura de seu cantor favorito. Uma velhinha de óculos. E pensa nos desenhos ao mesmo tempo que no emprego-amiga-namorado-avião-extrato-faculdade. Saí do chuveiro, pingando.

Enquanto passa a pedra pome nos pés, pensa em quantas vezes já apertou a tecla enviar em sites de currículos. Nossa, quanta pele sai desse pé. Olha para as unhas da mão. Ansiedade à toda. Unhas roídas até o branco desaparecer. Promete a si mesma que não vai mais roer. Nem tomar coca-cola. Pelo menos durante a semana. Vislumbra a balança embaixo do ármario da pia. Morde os lábios em desespero. Não, não quero nem saber o meu peso hoje.

Enxuga os cabelos na toalha. Lembra-se que o seu pai chamava isso de "liquidificador" quando ela era criança. Saudade.

Liga o secador de cabelos. Sacode daqui, sacode dali. Ao longe, parece ouvir seu nome. Desliga o secador e fica esperando. Coração bate forte. Bate rápido. Isso que dá ler Stephen King, pensa sorrindo. Religa o secador e termina de secar os cabelos. É, ficou apresentável.

Apaga a luz do banheiro.


%vinte e poucos anos%

Mari comeu uma bolinha verde às 10:03 PM

supimps!!!

Sábado, Setembro 23, 2006

Observações sobre Amanda

Gosta de dormir até mais tarde.

Gosta de comer frango.

Gosta de cafuné.

Gosta de ser independente.

Não gosta de ir ao banheiro se está sendo observada.

Tem um certo fetiche por fitas de cetim.

Gosta quando abrem a porta para ela.

Não gosta quando gritam.

Hesita um pouco em relação ao lavabo da casa onde mora.

Ela tem a impressão de que existe algo estranho morando lá.

Gosta de observar passarinhos e insetos.

Gosta mais de homens do que de mulheres.

Gosta do silêncio.

Adora uma boa almofada.

Está bem acima do peso normal.

Tem dez anos de idade.

Já teve oito filhos.












Mencionei que Amanda é uma gata?

%miau%

Mari comeu uma bolinha verde às 8:33 PM

supimps!!!

Terça-feira, Setembro 12, 2006

meu bem, vou te contar...

Vou contar um causo hipotético. Tenho uma amiga. Vamos chamá-la de Flor.
Flor divorciou-se e passou por maus bocados.
Flor se recuperou, porque é um mulherão do tamanho do mundo e só mulherões do tamanho do mundo se recuperam de divórcios.

Dimitri (sim, eu adoro nomes exóticos) trabalha com Flor. Ele é um doce de pessoa, amável, um fofo. Um dia depois de conhecê-lo, Flor me contou que se pudesse lambia ele todinho (adorei essa frase).

Carolina namora com Marcos. A família dela aprova esse namoro e eles vão casar.

Carolina e Dimitri tinham um caso tórrido de amor. Ou paixão. Tesão. Sei lá. Durante anos Carolina enganou Marcos. E enrolou Dimitri. E engordou, porque pessoas em situações cômodas como essa engordam mesmo.

E Flor, um mulherão, apareceu.

E o óbvio aconteceu.

Dimitri agarrou Flor na frente de Lola, a melhor amiga de Carolina. Porque cansou de ser o outro, porque cansou de gostar de quem não gosta dele, porque ele não queria mais uma menininha e sim um mulherão.

Foi um bafafá só.
Lola que contou para Carolina que brigou com Dimitri e foi viajar com Marcos que não sabe de nada.
E Flor ficou na dúvida.

Quequeessecaraquersocorroquequeeufaço?

Mas deu tudo certo.

Dimitri terminou com Carolina e beijou Flor até o amanhecer.
Carolina entrou para a academia.
Marcos continua sem saber nada (ele provavelmente também tem uma Dimitra).
Lola ficou com dor de cotovelo.
E Tuco (o ex-marido de Flor) continua em outro estado bebendo e falando merda sem saber nada dessa história.


De que lado você ficaria?

%seres humanos... hahahaha... eu me racho%

Mari comeu uma bolinha verde às 8:30 PM

supimps!!!

Sexta-feira, Agosto 25, 2006


AMIGAS

Tem amiga pra tudo na vida.

Tem amiga que é de infância que nem precisa explicar a amizade. É só uma olhar pra outra que já se sabe tudo.

Tem amiga de infância que some, você reencontra depois de milênios (porque tudo na vida de mulher leva milênios), vocês continuam o papo do ponto onde pararam.

Tem amiga pra discutir. Vocês discutem, batem boca, fecham a cara. Dez minutos depois vocês já estão dando risada de novo.

Tem amiga que segura seu cabelo quando você tá botando os bofes pra fora.

Tem amiga que você confia sua vida e conta tudo o que você passa porque vocês não se julgam.

Tem amiga que você não pode confiar nem pra contar a cor da tinta nova do seu cabelo.

Tem amiga que você pode ligar às três da matina chorando por causa do seu homem ou porque a balada tá legal.

Tem amiga que você comenta da novela e do seriado e está tão viciada no assunto quanto você.

Tem amiga que acha o seu namorado perfeito com você.

Tem amiga que acha o seu namorado perfeito. Ponto.

Tem amiga que te copia.

Tem amiga que você copia.

Tem amiga que só dá pra conversar sobre esmalte e shopping.

Tem amiga que só dá pra conversar sobre literatura russa.

Tem amiga que é amigo.

Tem amiga que não entende as suas barras com grana.

Tem amiga que te empresta grana quando a barra pesa.

Tem amiga que te convida pra morar na casa dela.

Tem amiga que te convida pra tudo.

Tem amiga que te convida pra nada.

Tem amiga-da-onça.

Tem amiga que você achava que podia confiar.

Tem amiga que você achava que a amizade ia durar até o fim da vida e no primeiro perengue, a bendita sumiu.

Tem amiga que nem era assim tão amiga e de repente ficou.

Tem amiga que dá um clique e em um dia você e ela já estão de braços dados, rachando o bico.

Tem amiga que é mãe.

Tem amiga que tem invejinha.

Tem amiga de quem você tem invejinha.

Tem amiga que você se junta só pra falar mal dos outros.

Tem amiga que mora no exterior e de quem você morre de saudades.

Tem amiga que mora na mesma cidade e de quem você morre de saudades.

Tem amiga que você não sabe porque cargas d'água deixou de ser sua amiga.

Tem amiga que você não sabe porque cargas d'água é sua amiga.

Tem amiga que você nem lembra da onde conheceu.

Tem amiga que você herda de outra amiga.

Tem amiga que você pode beliscar a bunda e chamar de queridona.

Tem amiga que não gosta nem de abraço.

Tem amiga que dá risada alto e gostoso.

Tem amiga que ri baixinho e morre de vergonha da sua risada alta e gostosa.

Tem amiga que não dá mais pra reatar amizade porque a vida não deixa.

Tem amiga que aparece do nada pra um café.

Tem amiga que só fala de sexo.

Tem amiga que só fala do namorado (ou da falta dele).

Tem amiga pra quem você liga pra te salvar.

Tem amiga com quem você sai pra pegar homem.

Tem amiga que sai com você pra pegar homem.

Tem amiga que é parente. Mas é mais amiga do que parente.

Tem amiga que te convida pra almoçar.

Tem amiga que não te oferece nada quando você está de visita.

Tem amiga que te convida pra dançar.

Tem amiga que gosta de astrologia.

Tem amiga que nem em Deus acredita.

Tem amiga que quer te arrastar pra Igreja dela.

Tem amiga que prefere o namorado à você.

Tem amiga que prefere qualquer homem à você.

Tem amiga que não te troca por nada.

Tem amiga que te fala a verdade quando aquele vestido curto está curto até demais.

Tem amiga que mente pra você o tempo todo porque acha que é elogio.

Tem amiga que a gente gosta.

Tem amiga que a gente gosta mas fala mal pelas costas.

Tem amiga que a gente ama.
E tem amiga que a gente ama demais.

%faltou alguém?%


Mari comeu uma bolinha verde às 11:49 PM

supimps!!!

Sábado, Dezembro 25, 2004

(não q esse texto esteja interessando alguém, mas...ninguém mais lê meu blog mesmo, né? phoda-se... pra variar...tô muito feliz pra me importar, afinal, é NATAL baby!!!!)

CONTINUAÇÃO:


TEXTO DESPROVIDO DE TÍTULO INDETERMINADAMENTE

Degustando o meu "de sempre", passando o olho pelas manchetes do jornal do dia, eu me peguei escutando a conversa a conversa de um casal ao meu lado. Ele, um homem magro e pernóstico, com a aparência de um intelectual fingido, cara de limão chupado. Usava colete de lã, apesar da tarde de verão abafada e óculos de aro de tartaruga. Ela era o oposto. Morena, cabelos curtos, calça jeans, fivelinhas coloridas enfeitando a cabeça, falava pelos cotovelos tentando manter a voz o mais baixa possível.
"Eu acho q ela não deveria ter feito uma bobagem daquelas. Ela tá estragando a carreira dela por causa desse imbecil. Quem ele pra dizer alguma coisa? Ah, se eu tivesse a coragem eu dizia poucas e boas praquele saco de batatas fedido..."
"É, mas você não tem, não é, querida?"
Acho que essa interrupção deixou a moça perplexa, pois ela parou de falar e ficou olhando para ele, estarrecida, enquanto o cara de limão chupado comia tranqüilamente seus ovos quentes, ou sei lá o que amarelo que tinha em seu parto (o que realmente não vem ao caso). Ela continuou quieta, de boca aberta e olhos arregalados durante alguns momentos e em seguida, pegou o copo de água que estava na sua frente e esvaziou seu conteúdo na cara do infeliz.
Lembro-me de rir por dentro, feito criança, mas não deixei transparecer, por respeito à raiva da moça e por dó do pobre palhaço, que ficou com mais cara ainda de limão chupado.
"Não tenho coragem, seu, seu.... arenque defumado!!! Engole essa então!"
E saiu, pisando duro. O pobre arenque defumado tirou um lenço do bolso e com falsa dignidade secou seu rosto, engoliu o sei lá o que amarelo e, deixando o dinheiro na mesa, retirou-se.
Divertido, eu me afundei na cadeira, achando a cena que havia o acontcido ali brilhante.
O que me levou a pensar na conversa dos dois. Primeiramente: que casal inusitado! Acho que é verdade que os opostos se atraem... às vezes atraem água para si mesmos.
Onde será que teriam se conhecido? No meio da rua? Acho que amigos em comum não seria o caso...Talvez ele tivesse ajudado ela com algum projeto de ciências biológicas ou sei lá qual é a matérias que os jovens estudam hoje em dia. Coisa que não vêm ao caso.
Sobre o que ela falava? Ah, sim... sobre alguém que desperdiçou a carreira por algum imbecil. Isso me lembra uma prima minha que morava no interior. Ela tinha tudo para ser a melhor professora da cidade. Uma moça prendada que um belo dia fugiu com um bacana rico. Nunca mais ouvi falar dele. Deixou ela com cinco filhos pra criar. Acho que isso não vem ao caso.
Quem seria essa moça que segundo a outra estaria arruinando a sua própria carreira? Carreira de que? Atriz? Professora? Ou publicitária? Devia ser algo bom, para ser arruinado. E que tipo de imbecil ela teria arrumado? Um imbecil do tipo mulherengo ou um imbecil como aquele arenque defumado que acabara de sair? E o que o arenque defumado iria fazer agora? Era óbvio que seu orgulho estava ferido, e mostrou sua falsa dignidade de modo exemplar, mas seria errado dizer que o pobre palhaço não se preocuparia coma perda de tal namorada? Não faço a mínima idéia, porque não estou nada familiarizado com a juventude dos dias de hoje. Poderia até ser um imbecil como eu, aquele que a outra escolheu para arruinar sua carreira. Um imbecil que faz a mesma coisa toda quarta feira na esperança de um dia o bonito sorriso de uma bonita moça chamada Vitória, e não Josiscleide, ou mesmo Meire, seja para ele de verdade e não só para o freguês que pede ¿o de sempre¿. Mas isso definitivamente não vem ao caso.

Mari comeu uma bolinha verde às 5:53 PM

supimps!!!

Segunda-feira, Dezembro 20, 2004

Achei esse texto que escrevi há alguns anos na minha gaveta de bagunças.... aqui vai o começo, depois eu coloco o resto...(suspense)


TEXTO DESPROVIDO DE TÍTULO INDETERMINADAMENTE
Entrei no meu restaurante favorito, sentei à minha mesa favorita, como fazia todo quarta feira à tardezinha. O restaurante, apesar de simples, é um dos mais simpáticos desta cidade.O nome, "Garrafa de Areia", foi escolhido pelo dono que possui uma coleção daquelas garrafinhas que a gente compra em bazar de paria, cheias de areia colorida, às vezes preenchida com palmeiras, às vezes com casinhas. Pois bem, o dono do tal restaurante fazia coleção. Tinha de todos os formatos, tipos, tamanhos, cores. Era interessante de se olhar. Mas isso não vem ao caso.
Como eu dizia, lá estava eu sentado à minha mesa favorita, que era a terceira da parede esquerda, ao lado da janela. Mas isso também não vem ao caso. Sentado lá, na quarta feira, de tardezinha, porque esse era o dia em que em dou ao luxo de comer fora, afinal, quarta é bem no meio da semana (se você não contar os fins de semana). É estranho, pois se olharmos para trás, lá está a terça-feira, que é o comecinho da semana, e se olharmos para frente, damos de cara com quinta-feira, que é o fim, pois está grudado na sexta feira. Ou seja, quarta é o melhor dia para se dar ao luxo de comer fora de casa, ou qualquer outra coisa para falar a verdade. Mas isso não vem ao caso.
A moça veio me atender, a mesma moça que me atende toda quarta feira. Seu nome é Vitória, o que sempre me espanta muito, afinal a gente sempre espera que uma garçonete tenha um nome estranho, do tipo Josiscleide, ou Meire. Nada contra as Josiscleides ou as Meires da vida, mas é muito raro encontrar uma Vitória servindo café quente num restaurante. O que, no momento, não vem ao caso.
Ela nem me espera abrir minha boca e já vai perguntando, com seu sorriso perfeito: "O de sempre, seu Ivan?"
"É..." , eu respondo, olhando desarmado. Acho que desde a primeira vez que vim ao "Garrafa de Areia" que quero convidar essa moça pra sair, tomar um café em outro lugar, ver como ela fica sem esse avental rosa-cinza-xadrez-com-babados... Mas o que, verdadeiramente falando, essa moça poderia querer com um cara velho e desinteressante como eu? É a vida, a gente acaba se acostumando com aquela ponta de desdém que a gente sofre por sentir pena de si mesmo. Mais uma vez, isso não vêm ao caso.
Vitória me traz o café, o suco de maçã, um croissant e uma sopa de batatas, o que eu graciosamente a ouço chamar de ¿o de sempre¿ toda santa quarta feira. Eu até dispensaria o croissant, mas traz um ar francês, e por conseqüência, chique à refeição. Acho que faço isso só para impressionar Vitória...ou quem quer que esteja ali para ser impressionado. Se bem que não tem quase ninguém no restaurante a essa hora da tarde. O que não vem ao caso.
Ou será que vem ao caso, neste caso? Pois nessa quarta-feira, especificamente, que tinha tudo para ser como qualquer quarta-feira, o "Garrafa de Areia" estava cheio. Ou melhor, quase cheio. Para falar a verdade, acho que havia umas sete pessoas no recinto. Acho que podemos considerar um caso de "lotação quase máxima", considerando o horário,. De qualquer forma, meu lugar estava ocupado por mim mesmo, e na minha opinião era isso que importava. Afinal, um cara velho e teimoso como eu, um cara acostumado, pode ter o direito de ter seu lugar usual numa quarta feira à tarde, não? Acho que sim. Mas também não vem ao caso.


CONTINUA....

Mari comeu uma bolinha verde às 1:17 AM

supimps!!!